quinta-feira, 8 de abril de 2010

Navalha, aposentado (uma vinheta)

Pula logo cedo, cai na rua à contra-mão,
dobra a esquina, pára, hesita,
segue as curvas de um quadril.

Esquece a condução, toca pra um velho botequim,
onde um grande dia espera
o ano inteiro, sem dormir.

Desce uma da casa,
sal no tira gosto,
passa a tarde, a noite afora,
docemente assim.

Ganha na cacheta, deu no seu pavão,
some de mansinho com a morena do patrão

dorme pilequinho
e deixa a conta no balcão.

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